sábado, 21 de fevereiro de 2009

Entre o princípio e o fim não haverá grande diferença, apenas a anciã de conhecer o futuro nos faz iniciar algo que com a mesma anciã temos vontade de acabar. Terá tudo este sabor a incerteza! O homem vagueia sempre sem saber para onde se dirige, num corrupio agitado pela ânsia da descoberta do obscuro. Nada o faz parar, nada o faz recuar, decidido vai, sem sequer pensar que tudo tem um fim, que esta sempre perto mesmo quando não gostamos do que vivemos. Quais os motivos que nos levam a dizer, ou a fazer algo tão infantil, como correr atrás de uma coisa que sabemos que não nos pertence ou jamais pertencerá. Cheguei ainda agora e já me quero ir embora, só estamos bem nesta vontade de mudar o que esta feito e o que esta a acontecer. Brincamos com o fogo e, só depois vemos, que não temos mais água. E mais uma vez, o que faremos para mudar? Onde buscar novas forças, e novas razoes? Nada importa, temos de encontrar uma solução, caso contrario será a morte a única coisa que resta. Mas também porque teme-la? Ela não morde, nem magoa, só mata! Mais nada! Mas todos temem a morte. Aliás todos temem o inevitável porque sabem que assim é. Não lhes dá ânsia, não lhes desperta a curiosidade da descoberta. Todos morrem. Todos sabem disso. E ninguém sabe o quê depois dela. Mas não importa. Todos morrem. E será ela a única, que nos rouba essa ânsia pela descoberta, puxa-nos o tapete sem sequer dizer, eu estou aqui. Acabasse a vontade febril, de cair no próximo buraco só para ver se dói menos que o anterior. Acabou finalmente….