quinta-feira, 21 de maio de 2009
O que.......
Muito se divaga entre o que queremos e não queremos. Um dia alguém me despertou interesse sem que eu me apercebesse disso. Essa pessoa prestou mais atenção aos seus sentimentos e começou a rodear-me de tal forma que o meu espaço estava reduzido a quase nada. Se algum interessa se poderia mostrar da minha parte desapareceu como se nunca tivesse existido. A relação não poderia existir. A atenção ou interesse exagerado do outro não permitiram que os meus sentimentos despertassem. Nada resultou! Passado algum tempo ele desapareceu sem deixar rasto. Sentia-me livre de novo, o meu espaço estava recuperado, mas como poderia eu saber que o que eu rejeitava na altura, mais tarde me viria a fazer falta. Assim foi, passados alguns meses comecei a sentir essa falta, saudade do que nunca quis ter. Talvez tarde demais. Mas porque não tentar ligar e saber em que estado se encontrava os sentimentos do outro lado. Por sorte, pensei eu, nem tudo estava perdido. Reencontramo-nos e foi ai que podemos depois do tão afamado café, consumar o facto. Nada de especial nem para mim nem para ele, tudo estava acabado. Não havia retorno. Mesmo assim mais tarde perante a indiferença ainda tentei mais um telefonema. Nem resposta. Acabou literalmente antes de algum dia ter começado. O que realmente queremos é alguém que esteja ali involuntariamente para nós, sem perguntas desnecessárias, apenas para nos servir no amor. Alguém que nos protega que nos faça sentir alguém melhor, maior. Alguém que nos dê carinho afecto amor sem nada pedir em troca. A questão aqui será. Esse alguém não nos interessa, não nos da luta, não acorda os nossos sentimentos para que possamos retribuir e viver confortável com esse estado de espírito. Então teremos de procurar esse alguém que nos desperta interesse, porque para nós é fantástico, a pessoa ideal, é aquele com quem eu quero estar, ele é a parte que me falta. Então ai tentamos tudo de todas as formas, vamos conquistar a atenção dessa pessoa. Pouco importa se ele nem sequer olha para mim. Quando ele descobre, já esta sufocado sem espaço, com vontade de voar novamente e ser livre. Mas eu não deixo. Até que a esperança há-de morrer. Quando morre sofro ainda mais, do que em todas as batalhas perdidas na tentativa ingrata de conquistar quem não pode ser conquistado. Então sofro, como fiz sofrer aquele que me tentou conquistar. Afinal o que quero eu. Só quero o primeiro com o mesmo custo que me dá o segundo. Porque faço eu sofrer os outros, porque me fazem eles sofrer a mim?
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