Mais uma noite no meio do nada, vagueia
Presa sem querer, a alma solitária
Sentindo a falta de tudo o que não quer ter
Buscando na memória lembranças de um sonho.
Tentando desenhar o que avista.
Rabisca numa folha branca palavras sem sentido
O tempo desespera, passar no seio da escuridão
Anseia por ser dia de novo
Temendo o novo que esse dia lhe trará.
Olhando em volta nada vê se não as paredes brancas
O reflexo no espelho não o agrada
Não se sente com força de o ver
Escondesse ao lado dele
Para quê pensar mais, o que é que eu quero
Se nada me esclarece a dúvida contínua
Quando a cabeça se encontra encostada no travesseiro
O cérebro agitado não pára
Cala-te, deixa-me, quero apenas o vazio
Ver o negro sem pensamentos
Sair de ti voar por ai
Libertar-me deste fardo ao qual me encontro preso
Deixem-me sair, quero ser livre
Em vão luto sempre a querer mais
Mais do que aquilo que tenho
Um lugar fora de ti, um voar sem medo pelo mundo.
Descobri finalmente que o que me faz sentir mal
Apenas tu me sufocas,
Deixa que se abram as portas da cela
Deixa-me viver fora de ti tudo o que não posso dentro de ti
Sentir realmente por um dia o que é ser livre
Ter nas mãos flutuantes a força invencível do transponível
Passar além de todas as barreiras
Sem que nada me possa parar
Quero sair, deixar para traz todo o físico
Entrar no mundo real onde tudo acaba
Ser apenas energia a flutuar
Ser apenas eu fora de ti
Sem aparência de ninguém ou de nada
Com consciência de tudo
Na consciência de todos
Viver, para ver os outros presos!
sábado, 20 de junho de 2009
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