Pedras ocas esburacadas, em perfeita simetria se alinham com outras,
A selva as rodeia inconstante e dominada.
Vamos andando sem destino muitas vezes sem sentido
E vamos vendo.
Tão parecidas, quase iguais, não fossem os orifícios variadamente tapados
Lá dentro gera, cresce, morre,
A vida passa, nada pára, tudo gira
Por um estreito sítio entra e sai, com destino ou sem ele
Alguém corre agitado, ou calmamente se arrasta
De dentro para fora de fora para dentro num corrupio incessante
Juntos ou sós, pensam que vivem, pensam que dominam
Apenas sobrevivem, nada controlam.
Trocam dentro delas ideias vagas, têm vagas certezas, dúvidas constantes
Discutem entre si, ou apenas no vácuo ressoa a voz perdida.
Gritam, riem, mais vezes ainda, choram pelo que não têm
Nunca riem pelo que têm, já perdeu o valor
Não se luta pelo conquistado, apenas se perde a conquista a cada passo inseguro
Dentro ou fora da pequena pedra oca, tudo gira.
Pedras ocas esburacadas…
segunda-feira, 23 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
Mais uma vez tentando descobrir um rumo que teima em não aparecer. A pequena luz que se vislumbra ao fundo do túnel , não chega para iluminar o caminho turbulento que nos espera, mas teremos de seguir, ou não fosse essa a sorte da nossa condição. Viver dentro de um corpo, emaranhado no vermelho da chama que nos mantém no caminho, acelerado pelo motor continuo e compassado que salta a cada novidade, e acalma, a cada afago doce e sereno de um outro. Cansado nunca desiste, enquanto tem força,supera tudo. A tempestade faz-se acalmar, como o lume se apaga com a força ténue da pacifica água. Há que seguir até ao fundo do túnel, nada mais haverá a fazer. Andando, correndo, muitas vezes caindo, mas sempre em frente iremos ultrapassando os receios do obscuro, escondidos nos mais profundos vales e ocultos pelas claras montanhas do nosso mundo.
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