Pedras ocas esburacadas, em perfeita simetria se alinham com outras,
A selva as rodeia inconstante e dominada.
Vamos andando sem destino muitas vezes sem sentido
E vamos vendo.
Tão parecidas, quase iguais, não fossem os orifícios variadamente tapados
Lá dentro gera, cresce, morre,
A vida passa, nada pára, tudo gira
Por um estreito sítio entra e sai, com destino ou sem ele
Alguém corre agitado, ou calmamente se arrasta
De dentro para fora de fora para dentro num corrupio incessante
Juntos ou sós, pensam que vivem, pensam que dominam
Apenas sobrevivem, nada controlam.
Trocam dentro delas ideias vagas, têm vagas certezas, dúvidas constantes
Discutem entre si, ou apenas no vácuo ressoa a voz perdida.
Gritam, riem, mais vezes ainda, choram pelo que não têm
Nunca riem pelo que têm, já perdeu o valor
Não se luta pelo conquistado, apenas se perde a conquista a cada passo inseguro
Dentro ou fora da pequena pedra oca, tudo gira.
Pedras ocas esburacadas…
segunda-feira, 23 de março de 2009
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