Mais uma noite no meio do nada, vagueia
Presa sem querer, a alma solitária
Sentindo a falta de tudo o que não quer ter
Buscando na memória lembranças de um sonho.
Tentando desenhar o que avista.
Rabisca numa folha branca palavras sem sentido
O tempo desespera, passar no seio da escuridão
Anseia por ser dia de novo
Temendo o novo que esse dia lhe trará.
Olhando em volta nada vê se não as paredes brancas
O reflexo no espelho não o agrada
Não se sente com força de o ver
Escondesse ao lado dele
Para quê pensar mais, o que é que eu quero
Se nada me esclarece a dúvida contínua
Quando a cabeça se encontra encostada no travesseiro
O cérebro agitado não pára
Cala-te, deixa-me, quero apenas o vazio
Ver o negro sem pensamentos
Sair de ti voar por ai
Libertar-me deste fardo ao qual me encontro preso
Deixem-me sair, quero ser livre
Em vão luto sempre a querer mais
Mais do que aquilo que tenho
Um lugar fora de ti, um voar sem medo pelo mundo.
Descobri finalmente que o que me faz sentir mal
Apenas tu me sufocas,
Deixa que se abram as portas da cela
Deixa-me viver fora de ti tudo o que não posso dentro de ti
Sentir realmente por um dia o que é ser livre
Ter nas mãos flutuantes a força invencível do transponível
Passar além de todas as barreiras
Sem que nada me possa parar
Quero sair, deixar para traz todo o físico
Entrar no mundo real onde tudo acaba
Ser apenas energia a flutuar
Ser apenas eu fora de ti
Sem aparência de ninguém ou de nada
Com consciência de tudo
Na consciência de todos
Viver, para ver os outros presos!
sábado, 20 de junho de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
O que.......
Muito se divaga entre o que queremos e não queremos. Um dia alguém me despertou interesse sem que eu me apercebesse disso. Essa pessoa prestou mais atenção aos seus sentimentos e começou a rodear-me de tal forma que o meu espaço estava reduzido a quase nada. Se algum interessa se poderia mostrar da minha parte desapareceu como se nunca tivesse existido. A relação não poderia existir. A atenção ou interesse exagerado do outro não permitiram que os meus sentimentos despertassem. Nada resultou! Passado algum tempo ele desapareceu sem deixar rasto. Sentia-me livre de novo, o meu espaço estava recuperado, mas como poderia eu saber que o que eu rejeitava na altura, mais tarde me viria a fazer falta. Assim foi, passados alguns meses comecei a sentir essa falta, saudade do que nunca quis ter. Talvez tarde demais. Mas porque não tentar ligar e saber em que estado se encontrava os sentimentos do outro lado. Por sorte, pensei eu, nem tudo estava perdido. Reencontramo-nos e foi ai que podemos depois do tão afamado café, consumar o facto. Nada de especial nem para mim nem para ele, tudo estava acabado. Não havia retorno. Mesmo assim mais tarde perante a indiferença ainda tentei mais um telefonema. Nem resposta. Acabou literalmente antes de algum dia ter começado. O que realmente queremos é alguém que esteja ali involuntariamente para nós, sem perguntas desnecessárias, apenas para nos servir no amor. Alguém que nos protega que nos faça sentir alguém melhor, maior. Alguém que nos dê carinho afecto amor sem nada pedir em troca. A questão aqui será. Esse alguém não nos interessa, não nos da luta, não acorda os nossos sentimentos para que possamos retribuir e viver confortável com esse estado de espírito. Então teremos de procurar esse alguém que nos desperta interesse, porque para nós é fantástico, a pessoa ideal, é aquele com quem eu quero estar, ele é a parte que me falta. Então ai tentamos tudo de todas as formas, vamos conquistar a atenção dessa pessoa. Pouco importa se ele nem sequer olha para mim. Quando ele descobre, já esta sufocado sem espaço, com vontade de voar novamente e ser livre. Mas eu não deixo. Até que a esperança há-de morrer. Quando morre sofro ainda mais, do que em todas as batalhas perdidas na tentativa ingrata de conquistar quem não pode ser conquistado. Então sofro, como fiz sofrer aquele que me tentou conquistar. Afinal o que quero eu. Só quero o primeiro com o mesmo custo que me dá o segundo. Porque faço eu sofrer os outros, porque me fazem eles sofrer a mim?
quarta-feira, 1 de abril de 2009
O que estará errado, pergunto a mim mesmo, baixinho para que ninguém possa ouvir. Não sei o que estará mal, nada de mais te peço em troca, apenas um pouco de carinho e atenção. Um abraço forte desinteressado com um puro sentimento. Que tenho eu de fazer, ou que farei eu demais. Não entendo, tudo tão simples. Quero encontrar-te e dizer-te que estou aqui para ti, só para ti, incondicionalmente, esperando por ti. Mas onde te encontro, se não te vejo não te sinto. Por onde andas. Quase desespero ao saber que nada sei de ti, como és como serás, quem tu és. Vivo sempre nesta ilusão desesperante que não me deixa repousar no travesseiro cansado de não me ver pousado sobre ele em paz. As noites são tão claras como os dias negros em que vivo só. Só de tudo de todos, nada me preenche nada me encanta febrilmente, tudo me desanima, logo perda a graça de ser mesmo antes de ter sido. Tudo começo, nada acabo, mais uma vez recomeço. Nada fica realmente feito. Sinto sempre este vazio, esta falta. Vem para mim, estou aqui, parado nesta ânsia de te ver perto do meu peito. Chorando, rindo, amando. Vivendo apenas o momento como se nada mais valesse do que o estar assim, parados, abraçados, de olhos tapados para o mundo que corre desenfreadamente lá fora, buscando o mesmo sem saber que é tão fácil. Abre a porta, abre os teus olhos, apenas tens de deixar entrar aquele que te espera tanto como tu o esperas. Vou estar aqui esperando …….
segunda-feira, 23 de março de 2009
Pedras ocas esburacadas, em perfeita simetria se alinham com outras,
A selva as rodeia inconstante e dominada.
Vamos andando sem destino muitas vezes sem sentido
E vamos vendo.
Tão parecidas, quase iguais, não fossem os orifícios variadamente tapados
Lá dentro gera, cresce, morre,
A vida passa, nada pára, tudo gira
Por um estreito sítio entra e sai, com destino ou sem ele
Alguém corre agitado, ou calmamente se arrasta
De dentro para fora de fora para dentro num corrupio incessante
Juntos ou sós, pensam que vivem, pensam que dominam
Apenas sobrevivem, nada controlam.
Trocam dentro delas ideias vagas, têm vagas certezas, dúvidas constantes
Discutem entre si, ou apenas no vácuo ressoa a voz perdida.
Gritam, riem, mais vezes ainda, choram pelo que não têm
Nunca riem pelo que têm, já perdeu o valor
Não se luta pelo conquistado, apenas se perde a conquista a cada passo inseguro
Dentro ou fora da pequena pedra oca, tudo gira.
Pedras ocas esburacadas…
A selva as rodeia inconstante e dominada.
Vamos andando sem destino muitas vezes sem sentido
E vamos vendo.
Tão parecidas, quase iguais, não fossem os orifícios variadamente tapados
Lá dentro gera, cresce, morre,
A vida passa, nada pára, tudo gira
Por um estreito sítio entra e sai, com destino ou sem ele
Alguém corre agitado, ou calmamente se arrasta
De dentro para fora de fora para dentro num corrupio incessante
Juntos ou sós, pensam que vivem, pensam que dominam
Apenas sobrevivem, nada controlam.
Trocam dentro delas ideias vagas, têm vagas certezas, dúvidas constantes
Discutem entre si, ou apenas no vácuo ressoa a voz perdida.
Gritam, riem, mais vezes ainda, choram pelo que não têm
Nunca riem pelo que têm, já perdeu o valor
Não se luta pelo conquistado, apenas se perde a conquista a cada passo inseguro
Dentro ou fora da pequena pedra oca, tudo gira.
Pedras ocas esburacadas…
sábado, 14 de março de 2009
Mais uma vez tentando descobrir um rumo que teima em não aparecer. A pequena luz que se vislumbra ao fundo do túnel , não chega para iluminar o caminho turbulento que nos espera, mas teremos de seguir, ou não fosse essa a sorte da nossa condição. Viver dentro de um corpo, emaranhado no vermelho da chama que nos mantém no caminho, acelerado pelo motor continuo e compassado que salta a cada novidade, e acalma, a cada afago doce e sereno de um outro. Cansado nunca desiste, enquanto tem força,supera tudo. A tempestade faz-se acalmar, como o lume se apaga com a força ténue da pacifica água. Há que seguir até ao fundo do túnel, nada mais haverá a fazer. Andando, correndo, muitas vezes caindo, mas sempre em frente iremos ultrapassando os receios do obscuro, escondidos nos mais profundos vales e ocultos pelas claras montanhas do nosso mundo.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Entre o princípio e o fim não haverá grande diferença, apenas a anciã de conhecer o futuro nos faz iniciar algo que com a mesma anciã temos vontade de acabar. Terá tudo este sabor a incerteza! O homem vagueia sempre sem saber para onde se dirige, num corrupio agitado pela ânsia da descoberta do obscuro. Nada o faz parar, nada o faz recuar, decidido vai, sem sequer pensar que tudo tem um fim, que esta sempre perto mesmo quando não gostamos do que vivemos. Quais os motivos que nos levam a dizer, ou a fazer algo tão infantil, como correr atrás de uma coisa que sabemos que não nos pertence ou jamais pertencerá. Cheguei ainda agora e já me quero ir embora, só estamos bem nesta vontade de mudar o que esta feito e o que esta a acontecer. Brincamos com o fogo e, só depois vemos, que não temos mais água. E mais uma vez, o que faremos para mudar? Onde buscar novas forças, e novas razoes? Nada importa, temos de encontrar uma solução, caso contrario será a morte a única coisa que resta. Mas também porque teme-la? Ela não morde, nem magoa, só mata! Mais nada! Mas todos temem a morte. Aliás todos temem o inevitável porque sabem que assim é. Não lhes dá ânsia, não lhes desperta a curiosidade da descoberta. Todos morrem. Todos sabem disso. E ninguém sabe o quê depois dela. Mas não importa. Todos morrem. E será ela a única, que nos rouba essa ânsia pela descoberta, puxa-nos o tapete sem sequer dizer, eu estou aqui. Acabasse a vontade febril, de cair no próximo buraco só para ver se dói menos que o anterior. Acabou finalmente….
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
O que pode ser mais triste que viver a vida inteira a esconder quem somos dos que mais amamos.
Um dia pus-me a pensar, estou farto mas não posso. Há barreiras que não são para ultrapassar
são apenas para existir, são apenas para nos tramar ou travar.
Um dia eu perguntava se seria isto justo. Todos diziam que não!!
A vontade que tenho é de saltar esta barreira. Posso?!
Um dia fá-lo-ei sem medo, talvez. Ou porque já não há mais motivos para não o fazer. Estou apenas na ancia de que esse dia não demore. Estou apenas na vontade de me dar por inteiro ao mundo que me espera a tanto tempo, que se demoro mais ele vai esquecer-se de mim.
Não sei se me entendes, mas tambem não quero saber, prefiro morrer que deixar-te sem saber ..............
Um dia pus-me a pensar, estou farto mas não posso. Há barreiras que não são para ultrapassar
são apenas para existir, são apenas para nos tramar ou travar.
Um dia eu perguntava se seria isto justo. Todos diziam que não!!
A vontade que tenho é de saltar esta barreira. Posso?!
Um dia fá-lo-ei sem medo, talvez. Ou porque já não há mais motivos para não o fazer. Estou apenas na ancia de que esse dia não demore. Estou apenas na vontade de me dar por inteiro ao mundo que me espera a tanto tempo, que se demoro mais ele vai esquecer-se de mim.
Não sei se me entendes, mas tambem não quero saber, prefiro morrer que deixar-te sem saber ..............
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